HotelInvest lança, em parceria com o FOHB, a 20ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.

Em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a HotelInvest lança a 20ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.

A 20ª edição analisou o desempenho hoteleiro de 2025, com 597 hotéis e 96.240 UHs, distribuídos em 173 cidades e 27 unidades federativas. Em conjunto com o relatório digital e a plataforma interativa em Power BI, a HotelInvest traz novidades em comemoração a esse marco. Além do novo layout, em formato de revista, o estudo passa a incorporar novas análises por segmento — para São Paulo, Rio de Janeiro e também em nível Brasil. Outra novidade é a análise comparativa de desempenho entre a hotelaria tradicional e o Short Term Rental (STR), considerando os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. O estudo também passa a incluir duas novas capitais entre as previamente analisadas: Belém e Goiânia, o que demonstra, cada vez mais, a relevância da base de dados e do próprio estudo para o mercado hoteleiro.

O Panorama também incorpora análises sobre desempenho hoteleiro anual consolidado, tendências de mercado e pipeline de nova oferta, com base em pesquisas realizadas junto a mais de 23 das principais redes hoteleiras atuantes no país. Ao todo, o levantamento de 2026 identifica 178 novos projetos, totalizando aproximadamente 26.302 unidades habitacionais, com inaugurações previstas até 2030.

Confira abaixo os principais indicadores do estudo:

Desempenho hoteleiro – Brasil e 12 capitais

O mercado hoteleiro, em 2025, registrou desempenho positivo, mantendo a trajetória de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado. A ocupação apresentou um aumento real conservador de 2,4%, enquanto o principal fator de crescimento foi a diária média, que avançou 5,3% em termos reais, resultando em um crescimento de 7,8% no RevPAR.

Apesar do comportamento histórico do mercado brasileiro — em que o segundo semestre tende a ser mais aquecido que o primeiro, devido à predominância do público corporativo —, em 2025 esse padrão se mostrou um pouco mais equilibrado, com crescimento real distribuído de forma mais homogênea ao longo dos trimestres. Fatores como a maior presença da demanda de lazer e a alta do câmbio contribuíram para esse movimento.

Mesmo com o alto custo das passagens aéreas, a valorização do dólar e o fortalecimento da demanda de lazer direcionaram parte da procura para o mercado doméstico, trazendo à tona desafios relacionados à gestão e estruturação adequada dos destinos turísticos nos próximos anos.

Entre as capitais analisadas, Porto Alegre, Belém, Rio de Janeiro e Fortaleza foram destaques positivos, impulsionados por eventos relevantes — como a COP30 em Belém — e pela força da demanda de lazer, com eventos como o Rio Open e grandes shows internacionais no Rio de Janeiro. Destaca-se também o caso de Porto Alegre, que, após as tragédias climáticas de 2024, apresentou recuperação em 2025, registrando também um crescimento real de 9,6% no RevPAR em relação a 2023.

Quando comparamos 2025 com o desempenho dos últimos anos, observa-se que a maior parte das capitais já ultrapassou os níveis anteriores de RevPAR, com exceção de Goiânia. A capital, cuja oferta é majoritariamente composta por hotéis independentes, apresenta forte dependência do público corporativo e menor presença de eventos de grande demanda hoteleira. Esses fatores acabam limitando o crescimento tarifário e reforçando a sazonalidade da ocupação.

A nova oferta hoteleira

A partir de uma pesquisa de nova oferta conduzida em colaboração com mais de 23 das principais redes hoteleiras atuantes no país, o estudo de 2026 registra 178 hotéis em desenvolvimento, o que representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No total, os novos projetos devem somar mais de R$ 13,6 bilhões em investimentos e 26.302 novas unidades habitacionais até 2030. O pipeline é composto majoritariamente por hotéis midscale e upscale/luxo, que representam 72% do total de apartamentos previstos.

O levantamento também indica uma tendência clara de interiorização dos novos projetos, com 66% do total concentrado em cidades do interior do país. Em termos regionais, o Sudeste (45%) e o Nordeste (22%) concentram a maior parte dos novos projetos, seguidos pela região Sudeste (20%).

Desafios e perspectivas para o setor

Apesar do saldo positivo de desempenho em 2025, a hotelaria brasileira segue adotando cautela nas projeções econômicas e nos novos desenvolvimentos para os próximos anos. A alta dos juros, a ausência de funding estruturado e o aumento do custo de construção aparecem entre os principais fatores de preocupação apontados pelos entrevistados, dificultando a viabilidade de novos projetos. Além disso, questões relacionadas a taxas — incidências, valores e modelos de cobrança — também seguem como desafios nas negociações e renegociações contratuais.

De modo geral, os resultados coletados nas pesquisas com as redes participantes indicam otimismo para 2026: 79% das operadoras entrevistadas esperam assinar mais contratos do que em 2025. O foco permanece em hotéis midscale e econômicos, buscando maior equilíbrio entre viabilidade de investimento e demanda, com empreendimentos voltados tanto ao segmento corporativo quanto ao lazer, ampliando a flexibilidade do produto no mercado hoteleiro.

Para baixar o documento completo do Panorama da Hotelaria Brasileira, clique aqui.

Panorama da Hotelaria Brasileira – Prévia do 2º trimestre de 2025

A HotelInvest, com o apoio do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), apresenta a prévia trimestral do Panorama da Hotelaria Brasileira, com foco no desempenho do 2º trimestre e 1° semestre de 2025, permitindo comparações históricas com os últimos 6 anos. Adicionalmente, são exibidas as médias móveis de 12 meses da taxa de ocupação e da diária para cada uma das capitais analisadas.

Nessa edição, o estudo contempla 198 hotéis em 10 capitais (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), totalizando 37.402 unidades habitacionais. Confira o relatório interativo abaixo:

No segundo trimestre de 2025, a taxa média de ocupação no país registrou um aumento de 1,2% em relação ao segundo trimestre de 2024, apresentando um certo grau de desaceleração do crescimento puxado pelas capitais com foco no mercado corporativo, que registraram quedas de ocupação, pela menor quantidade de eventos, em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, apesar da redução da taxa de ocupação em grande parte das capitais brasileiras analisadas, observou-se um incremento real (acima da inflação) relevante no RevPAR nacional, de 7,1%, crescimento puxado pelo aumento em diária média. Acompanhando a tendência no primeiro trimestre de 2025, em que houve um crescimento de 9,0% (em relação ao primeiro trimestre 2024).

Tratando-se do semestre, observou-se um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período de 2024. Esse incremento foi promovido pelas capitais com apelo para o público de lazer, atrelado ao alto custo das viagens internacionais, perpassando por um real ainda, consideravelmente, desvalorizado e a inflação elevada em destinos internacionais, favorecendo viagens nacionais. Para além, os feriados prolongados no primeiro semestre de 2025 e a atração de turistas advindos do Mercosul, principalmente da Argentina e Chile, impulsionaram a demanda hoteleira nacional nesse primeiro semestre. É importante destacar que a maioria das capitais apresentou uma queda na taxa de ocupação, com exceção de: Rio de Janeiro (17,2%), Fortaleza (8,4%), Belo Horizonte (1,5%) e Porto Alegre (30,8%). O bom desempenho das capitais carioca e cearense podem ser associados as fortes opções de lazer e atrativos turísticos nas cidades e o crescimento mais forte para esses mercados. Já no caso da capital mineira, o aumento pode ser associado ao crescimento da demanda durante o carnaval da cidade, cujo vem obtendo forte destaque nacional nos últimos anos. Por fim, o forte crescimento na capital gaúcha se refere à recuperação econômica estadual, pós enchentes no primeiro semestre de 2024.

Com relação ao RevPAR nacional no 1º semestre de 2025, observa-se um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período em 2024, resultado acima da inflação brasileira, assim como nas análises trimestrais essa aceleração pode ser associada, principalmente, pelo crescimento real de 5,3% das diárias médias.

No primeiro semestre de 2025, o Rio de Janeiro apresentou crescimento de 39%, assumindo a liderança nacional em RevPAR, anteriormente ocupada por São Paulo. Também registraram avanços relevantes Fortaleza (15%), Salvador (10,9%), impulsionada por uma alta de 22,2% na diária média no segundo trimestre e Belo Horizonte (8,4%). O resultado dessas cidades reflete, em grande parte, a força do segmento de lazer, que se consolidou como o principal motor do mercado hoteleiro no período analisado. Merece destaque também a cidade de Porto Alegre, com crescimento de 32,6% em RevPAR, impulsionado pela retomada da demanda após as enchentes que impactaram a região no primeiro semestre de 2024.

Nas demais capitais, o crescimento foi mais moderado em comparação ao mesmo período de 2024. Recife (6,7%), Curitiba (4,3%) e Brasília (3,5%) registraram avanços mais expressivos, enquanto São Paulo (1,9%) e Manaus (1,1%) apresentaram desempenho limitado, impactados pela menor força do segmento corporativo no primeiro semestre.

De modo geral, a hotelaria brasileira segue com boas perspectivas, para o ano de 2025, sendo impulsionada principalmente pelo crescimento nas tarifas. Reforçamos mais uma vez o forte apelo do segmento de lazer, que tende a se manter ao longo do ano, favorecido pelo dólar elevado e pelos altos índices de inflação em mercados concorrentes, o que aquece a demanda nacional. Entretanto, para o segundo semestre, espera-se um retorno mais robusto de eventos e do corporativo para as demais capitais.

Panorama da Hotelaria Brasileira – Prévia do 1º trimestre de 2025

A HotelInvest, com o apoio do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), apresenta a prévia trimestral do Panorama da Hotelaria Brasileira, com foco no desempenho do 1º trimestre de 2025 e comparações históricas com os últimos 6 anos. Adicionalmente, são exibidas as médias móveis de 12 meses da taxa de ocupação e da diária para cada uma das capitais analisadas.

O estudo contempla 185 hotéis em 10 capitais (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), totalizando 33.303 unidades habitacionais. Confira o relatório interativo abaixo:

A taxa média de ocupação no país registrou um aumento de 3,8% em relação ao primeiro trimestre de 2024, mantendo uma trajetória de crescimento moderado. A valorização do dólar foi um fator decisivo para esse resultado, que apesar do alto custo de passagens aéreas, estimulou a demanda pelo turismo doméstico. Esse movimento impulsionou principalmente o turismo de lazer local, grande responsável pelos indicadores positivos observados no período analisado.

A maioria das capitais apresentou avanço na taxa de ocupação, com destaque para Rio de Janeiro (17,8%), Porto Alegre (11,1%) e Belo Horizonte (10,1%). O bom desempenho das capitais carioca e mineira deve-se, em grande parte, à movimentação turística gerada pelo Carnaval e eventos. Já o crescimento de Porto Alegre está relacionado, principalmente, à realização de diversos eventos que atraíram visitantes com diferentes motivações, para além do lazer.

Em contrapartida, apenas duas capitais registraram queda de ocupação: Manaus (3,7%) e Recife (3,3%). Os motivos para esse desempenho são variados: em Recife, o desempenho abaixo do esperado pode ser parcialmente atribuído ao feriado de Carnaval, que, embora tenha movimentado a cidade e mantido o volume de diárias em patamar semelhante ao do ano anterior, não superou a demanda registrada no mesmo período de 2024; já em Manaus, a queda em ocupação, em relação ao mesmo período de 2024, se explica pela menor quantidade de eventos realizados, sobretudo nos meses de janeiro e fevereiro em comparação ao ano anterior.

Além da elevação na ocupação nacional, observou-se também um aumento real de 5,4% na diária média do país. Todas as capitais conseguiram aplicar reajustes acima da inflação com exceção de Porto Alegre, que registrou queda de 3,6% nesse indicador. Destacam-se os avanços do Rio de Janeiro (+16,3%), que a partir do Réveillon começou a praticar diárias mais altas e Recife (7,6%), impulsionado pela modernização dos hotéis que após reformas buscam o reposicionamento no mercado através do aumento das tarifas, e Fortaleza (5,8%), que assim como outras capitais foi beneficiada pelo Carnaval em março, que estendeu a temporada de férias, além de um aumento no número de voos para a região. 

A combinação de crescimento tanto na ocupação quanto na diária média resultou em um avanço real de 9,4% no RevPAR nacional. Seguindo essa tendência, todas as dez capitais analisadas apresentaram aumento real nesse indicador, novamente com destaque para Rio de Janeiro (37%), Fortaleza (14,3%) e Belo Horizonte (13,6%).

A hotelaria brasileira segue com boas perspectivas, para o ano de 2025, sendo impulsionada principalmente pelo crescimento nas tarifas. Destaca-se o forte apelo do segmento de lazer, que tende a se manter ao longo do ano, favorecido pelo dólar elevado e pelos altos índices de inflação em mercados concorrentes.

HotelInvest lança, em parceria com o FOHB, a 19ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.

A HotelInvest, com o apoio institucional do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), acaba de divulgar a 19ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.

Na edição de 2025, o estudo analisou o desempenho de 187 hotéis e 32.755 UHs, em 10 capitais brasileiras. Além disso, o relatório apresenta o pipeline atualizado de novos empreendimentos das principais redes hoteleiras do país, somando 152 hotéis e 23.247 UHs, com inauguração prevista até 2029, junto a uma pesquisa de tendência realizada com as redes consultadas com o intuito de entender as tendências do setor. Confira abaixo os principais indicadores:

O desempenho hoteleiro em 2024 seguiu em trajetória de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado em 2023. Parte dessa desaceleração é explicada pelo fato de que a base de comparação agora já reflete um mercado consolidado, sem os efeitos excepcionais da recuperação pós-pandemia. A ocupação teve uma leve alta de 2%, enquanto a diária média cresceu 6% em valores reais, resultando em um aumento de 8% no RevPAR. A desaceleração observada no primeiro trimestre foi compensada por bons resultados nos trimestres seguintes, especialmente em destinos turísticos, impulsionados pela demanda de lazer aquecida com a valorização do dólar. Apesar do alto custo das passagens aéreas, a valorização do dólar encareceu as viagens internacionais e acabou direcionando a demanda para o mercado doméstico, impulsionando o turismo de lazer nacional.

Dentre as capitais analisadas, Recife, Salvador e Manaus foram os destaques positivos, puxadas por um maior volume de eventos e pela força do turismo de lazer. Já Porto Alegre sofreu forte impacto devido à tragédia climática de 2024, que afetou diretamente a ocupação e derrubou o RevPAR da capital gaúcha em 25,5% em comparação com 2023.

Quando comparamos 2024 com o desempenho pré-pandemia (2019), a maior parte das capitais já ultrapassou os níveis de RevPAR anteriores, com destaque para Brasília, Salvador e Recife. Fortaleza, no entanto, continua com desempenho abaixo de 2019, limitada pelo alto custo das passagens aéreas.

O desempenho das cidades também revela o crescimento contínuo do mercado de hospedagem de curto prazo (Short Term Rental – STR) nas grandes capitais. Esse modelo tem atraído clientes que buscam localização estratégica, acomodações mais amplas e preços competitivos. Embora contribua para a geração de uma nova demanda de lazer, o STR tem aumentado a concorrência no setor, impactando especialmente a hotelaria econômica.

A nova oferta hoteleira

Com base nas informações fornecidas por 29 redes hoteleiras, o relatório de 2025 aponta um total de 152 hotéis em desenvolvimento no país, o que representa uma alta de 8% em relação à edição anterior. Esses empreendimentos devem somar mais de R$ 10,5 bilhões em investimentos e 23.247 novas UHs até 2029. O pipeline é majoritariamente composto por hotéis midscale e upscale/luxo, que representam 83% do total de novas unidades previstas.

O perfil da nova oferta mostra que 73% das unidades habitacionais em desenvolvimento estão localizadas no interior do país, mantendo a tendência observada nos últimos anos. Em termos de região, o Sudeste concentra 50% dos novos projetos, seguido pelo Sul (20%) e Nordeste (20%).

Desafios e perspectivas para o setor

Neste ano, além da pesquisa de nova oferta, o relatório traz uma novidade: a HotelInvest conduziu um questionário respondido pelas principais operadoras e redes hoteleiras do país com o objetivo de explorar temas essenciais, como tendências de mercado, viabilização de projetos e os desafios atuais do desenvolvimento hoteleiro. O resultado completo da pesquisa está disponível no 19° Panorama da Hotelaria Brasileira, e abaixo destacamos as principais descobertas.

Mesmo com o bom desempenho operacional, a hotelaria brasileira segue enfrentando um ambiente desafiador para novos desenvolvimentos. A elevação dos juros, o aumento do custo de construção e a redução do programa PERSE dificultam a viabilidade de muitos projetos.

A pesquisa realizada com as redes participantes mostra otimismo para 2025, com 61% das operadoras entrevistas prevendo assinar mais contratos do que em 2024, com foco em empreendimentos voltados para o lazer e os negócios, principalmente nas categorias midscale e luxo.

Para baixar o documento completo do Panorama da Hotelaria Brasileira, clique aqui.

Panorama da Hotelaria Brasileira – Prévia do 3º trimestre de 2024

A HotelInvest, com o apoio institucional do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), acaba de lançar a prévia trimestral do Panorama da Hotelaria Brasileira, com foco nos dados do 3° trimestre de 2024, permitindo uma comparação de desempenho com os últimos 5 anos. Além disso, apresentamos também neste estudo, a média móvel de 12 meses da ocupação e da diária para cada uma das capitais analisadas no estudo.

Nessa edição, foi estudado o desempenho de 197 hotéis, que somam 34.131 UHs em 10 cidades brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Confira o relatório interativo abaixo:

O 3º trimestre de 2024 apresentou um comportamento similar ao do 2º trimestre deste ano, com a ocupação crescendo de forma moderada e a diária média com um incremento mais acentuado. Considerando a amostra estudada, a ocupação e a diária média tiveram um crescimento de 3,0% e 8,0%, respectivamente, fazendo com que o RevPAR saltasse em 11,2% em relação ao mesmo período de 2023.

Olhando cidade a cidade, com exceção de Porto Alegre – que teve seu desempenho influenciado pelas graves chuvas registradas no Estado durante o mês de maio – e de Brasília – que apresentou uma queda de 1,3% em ocupação -, as demais capitais analisadas apresentaram aumento da taxa de ocupação de julho a setembro de 2024 comparado com os mesmos meses do ano anterior. Destaque para Manaus (+12,0%) e Recife (+18,0%), que contaram com eventos relevantes que movimentaram a hotelaria local, bem como o aumento da malha aérea para essas regiões.

Quanto à diária média, Brasília e Rio de Janeiro se destacaram com aumentos de tarifa de 12,8% e 15,9%, respectivamente. No caso da capital federal, o reajuste pode ser atribuído à prática de tarifas mais elevadas em períodos de picos de demanda, como durante eventos esportivos e grandes feiras, como a  Casar Decor, que aconteceu em setembro na capital. Já no Rio de Janeiro, o crescimento é explicado pela realização do Rock in Rio em setembro, evento que não ocorreu em 2023. Com relação ao RevPAR, é válido salientar que todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, registraram crescimento neste índice em relação ao mesmo período de 2023.

Para o último trimestre, há a expectativa de que a demanda pressione os hotéis por conta do calendário de convenções e eventos das capitais, além dos eventos e shows internacionais, como Fórmula 1, Linkin Park, Bruno Mars, entre outros. Assim, espera-se que haja um leve aumento em ocupação e um crescimento mais expressivo nas tarifas.

Panorama da Hotelaria Brasileira – Prévia do 2º trimestre de 2024

A HotelInvest, com o apoio institucional do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), acaba de lançar a prévia trimestral do Panorama da Hotelaria Brasileira, com foco nos dados do 2° trimestre e do acumulado do 1º semestre de 2024, permitindo uma comparação de desempenho com os últimos 5 anos. Além disso, apresentamos também neste estudo, a média móvel de 12 meses da ocupação e da diária para cada uma das capitais analisadas no estudo.

Nessa edição, foi estudado o desempenho de 207 hotéis, que somam 35.949 UHs em 10 cidades brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Confira o relatório interativo abaixo:

Diferentemente dos 3 primeiros meses do ano, o 2º trimestre de 2024, de modo geral, foi mais aquecido para as capitais que são analisadas no Panorama. Considerando a amostra estudada, a ocupação e a diária média tiveram um crescimento de 2,6% e 8,2%, respectivamente, fazendo com que o RevPAR saltasse em 11,0% em relação ao mesmo período de 2023.

Olhando cidade a cidade, com exceção de Porto Alegre – que foi gravemente afetada pelas chuvas durante o mês de maio – e do Rio de Janeiro – que manteve a ocupação estável -, as demais capitais analisadas apresentaram aumento da taxa de ocupação de abril a junho de 2024 comparado com os mesmos meses do ano anterior, com destaque para Salvador (+11,2%) e Recife (+22,2%), que contaram com eventos relevantes que movimentaram a hotelaria local. Com relação à diária média, Brasília e Recife se destacaram com um aumento de tarifa de 24,0% e 10,1%, respectivamente, justamente por conta da pressão de demanda na região.

Ao analisar o acumulado do semestre de 2024, o RevPAR dos mercados estudados está 5,4% maior que os primeiros 6 meses de 2023, puxado por um incremento real de 6,5% de tarifa, enquanto a ocupação teve uma leve queda (1,1%) devido a um primeiro trimestre mais arrefecido nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que têm bastante peso na amostra aqui analisada. Como destaques positivos de topline do primeiro semestre de 2024, temos Recife, Salvador e Brasília, que conseguiram não apenas crescer em ocupação (17,5%, 6,2% e 5,9%, respectivamente), como também tiveram incrementos robustos de diária (10,4%, 11,7% e 15,0%, respectivamente), superando o nível de tarifas de capitais importantes, como Belo Horizonte e Curitiba.

Para o segundo semestre, há a expectativa de que a demanda pressione os hotéis por conta do calendário de convenções e eventos das capitais, além dos shows internacionais já agendados, como o do Bruno Mars. Assim, espera-se que haja um leve incremento de ocupação e que as tarifas tenham um crescimento mais forte do que o que foi visto no começo de 2024.

Pesquisa indica projeções de desempenho para os hotéis no Brasil até 2023

No dia 03 de junho, às 15h, ocorrerá o lançamento da pesquisa “Recuperação da hotelaria urbana no Brasil”, no Portal PANROTAS. A HotelInvest, em parceria com a Omnibees, a STR e o FOHB apresentarão e discutirão os resultados de um amplo estudo sobre as perspectivas de ocupação e diária média dos hotéis no país, para diferentes perfis de empreendimentos.

Para fundamentar as projeções elaboradas pela HotelInvest, foram analisados dados de milhares de propriedades hoteleiras no Brasil (providos pela Omnibees), as principais referências de recuperação no mercado internacional (providas pela STR), além de dezenas de publicações nacionais e internacionais sobre os desdobramentos da Covid-19 na economia e na atividade turística. Também foram conduzidas entrevistas em profundidade com especialistas do setor aéreo, de organizadores de eventos, de intermediadores de viagem e de hoteleiros pelo país.

Os resultados são apresentados em três cenários (base, otimista e conservador) para ajudar a entender como mudanças no ambiente econômico e de saúde pública no Brasil podem afetar o ritmo de recuperação da hotelaria no país.

Em razão da atual alta volatilidade no mundo, as empresas parceiras do estudo seguirão monitorando o macroambiente para atualizar as curvas de recuperação projetadas caso se entenda necessário.

Para mais informações, inscreva-se na live “Recuperação dos Hotéis no Brasil”, que será transmitida ao vivo no Facebook e no Portal PANROTAS.