Em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a HotelInvest lança a 20ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.
A 20ª edição analisou o desempenho hoteleiro de 2025, com 597 hotéis e 96.240 UHs, distribuídos em 173 cidades e 27 unidades federativas. Em conjunto com o relatório digital e a plataforma interativa em Power BI, a HotelInvest traz novidades em comemoração a esse marco. Além do novo layout, em formato de revista, o estudo passa a incorporar novas análises por segmento — para São Paulo, Rio de Janeiro e também em nível Brasil. Outra novidade é a análise comparativa de desempenho entre a hotelaria tradicional e o Short Term Rental (STR), considerando os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. O estudo também passa a incluir duas novas capitais entre as previamente analisadas: Belém e Goiânia, o que demonstra, cada vez mais, a relevância da base de dados e do próprio estudo para o mercado hoteleiro.
O Panorama também incorpora análises sobre desempenho hoteleiro anual consolidado, tendências de mercado e pipeline de nova oferta, com base em pesquisas realizadas junto a mais de 23 das principais redes hoteleiras atuantes no país. Ao todo, o levantamento de 2026 identifica 178 novos projetos, totalizando aproximadamente 26.302 unidades habitacionais, com inaugurações previstas até 2030.
Confira abaixo os principais indicadores do estudo:
Desempenho hoteleiro – Brasil e 12 capitais
O mercado hoteleiro, em 2025, registrou desempenho positivo, mantendo a trajetória de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado. A ocupação apresentou um aumento real conservador de 2,4%, enquanto o principal fator de crescimento foi a diária média, que avançou 5,3% em termos reais, resultando em um crescimento de 7,8% no RevPAR.
Apesar do comportamento histórico do mercado brasileiro — em que o segundo semestre tende a ser mais aquecido que o primeiro, devido à predominância do público corporativo —, em 2025 esse padrão se mostrou um pouco mais equilibrado, com crescimento real distribuído de forma mais homogênea ao longo dos trimestres. Fatores como a maior presença da demanda de lazer e a alta do câmbio contribuíram para esse movimento.
Mesmo com o alto custo das passagens aéreas, a valorização do dólar e o fortalecimento da demanda de lazer direcionaram parte da procura para o mercado doméstico, trazendo à tona desafios relacionados à gestão e estruturação adequada dos destinos turísticos nos próximos anos.
Entre as capitais analisadas, Porto Alegre, Belém, Rio de Janeiro e Fortaleza foram destaques positivos, impulsionados por eventos relevantes — como a COP30 em Belém — e pela força da demanda de lazer, com eventos como o Rio Open e grandes shows internacionais no Rio de Janeiro. Destaca-se também o caso de Porto Alegre, que, após as tragédias climáticas de 2024, apresentou recuperação em 2025, registrando também um crescimento real de 9,6% no RevPAR em relação a 2023.
Quando comparamos 2025 com o desempenho dos últimos anos, observa-se que a maior parte das capitais já ultrapassou os níveis anteriores de RevPAR, com exceção de Goiânia. A capital, cuja oferta é majoritariamente composta por hotéis independentes, apresenta forte dependência do público corporativo e menor presença de eventos de grande demanda hoteleira. Esses fatores acabam limitando o crescimento tarifário e reforçando a sazonalidade da ocupação.
A nova oferta hoteleira
A partir de uma pesquisa de nova oferta conduzida em colaboração com mais de 23 das principais redes hoteleiras atuantes no país, o estudo de 2026 registra 178 hotéis em desenvolvimento, o que representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No total, os novos projetos devem somar mais de R$ 13,6 bilhões em investimentos e 26.302 novas unidades habitacionais até 2030. O pipeline é composto majoritariamente por hotéis midscale e upscale/luxo, que representam 72% do total de apartamentos previstos.
O levantamento também indica uma tendência clara de interiorização dos novos projetos, com 66% do total concentrado em cidades do interior do país. Em termos regionais, o Sudeste (45%) e o Nordeste (22%) concentram a maior parte dos novos projetos, seguidos pela região Sudeste (20%).
Desafios e perspectivas para o setor
Apesar do saldo positivo de desempenho em 2025, a hotelaria brasileira segue adotando cautela nas projeções econômicas e nos novos desenvolvimentos para os próximos anos. A alta dos juros, a ausência de funding estruturado e o aumento do custo de construção aparecem entre os principais fatores de preocupação apontados pelos entrevistados, dificultando a viabilidade de novos projetos. Além disso, questões relacionadas a taxas — incidências, valores e modelos de cobrança — também seguem como desafios nas negociações e renegociações contratuais.
De modo geral, os resultados coletados nas pesquisas com as redes participantes indicam otimismo para 2026: 79% das operadoras entrevistadas esperam assinar mais contratos do que em 2025. O foco permanece em hotéis midscale e econômicos, buscando maior equilíbrio entre viabilidade de investimento e demanda, com empreendimentos voltados tanto ao segmento corporativo quanto ao lazer, ampliando a flexibilidade do produto no mercado hoteleiro.
Para baixar o documento completo do Panorama da Hotelaria Brasileira, clique aqui.
